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QUANDO O CÉU É O LIMITE

Amplamente difundido nos EUA, o coaching ganha corpo entre os executivos brasileiros que passaram a desenvolver a carreira com novos olhos, reorientando caminhos e enxergando novas possibilidades com base em riscos calculados.
Se você ainda não parou para pensar a quantas anda a sua vida profissional nem se decidiu a fazer algo mais efetivo em favor dela, é bom começar a refletir seriamente sobre o assunto. Atualmente, executivo que preza a carreira não dispensa um bom aconselhamento – seja para rever e otimizar o desempenho no trabalho, melhorar o relacionamento interpessoal ou alçar novos voos.
Nesse processo, a ideia é sair de uma determinada situação (o que se é) para uma posição mais interessante (o que se quer ser ou o que a empresa projeta para você). Esse processo de deslocamento na profissão é conhecido como coaching e está em alta no mundo corporativo, sobretudo no Brasil.
Em tempos de globalização e concorrência acirrada, o coaching assumiu diversos formatos voltados para a reorientação profissional. Há o coaching executivo, de negócios ou empresarial, de transição, de carreira, de equipe, apreciação, pessoal e, por último, voltado a jovens. Em comum, apenas o fato de ser uma tendência que cresce no Brasil, mas que precisa ser diferenciada de outras atividades – como consultoria de recolocação, headhunter e mentoring.
O QUE É ISSO?
Segundo Rosa Krausz, presidente da Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial (Abracem), o coach é o profissional que estimula alguém (no caso, o coachee ou cliente) a encontrar alternativas que o levem aos resultados que deseja alcançar. “Seu papel é ser parceiro na busca da expansão da consciência, tanto profissional como pessoal”. Ou seja, ele estabelece uma parceria.
ESCOLHA O SEU COACH
Não há regras para saber se um coach é realmente bom. Para facilitar a vida, os especialistas sugerem que se lance mão do networking, pois boas indicações geralmente não falham. Outra opção é consultar a lista de profissionais no site da Abracem (www.abracem.org.br). Aqui, você aprende a diferenciar os principais tipos, para então escolher o mais adequado às suas necessidades.
COACHING EXECUTIVO: é para quem tem experiência profissional e está se preparando para novos desafios. Também é o mais procurado pelos gestores de RH, que precisam acompanhar o desenvolvimento de profissionais que já passaram por um processo de coaching. Pode ser contratado por iniciativa do executivo ou pela empresa para desenvolver habilidades gerenciais na equipe.
DE NEGÓCIOS OU EMPRESARIAL: orienta empreendedores, empresários e gestores para encontrar soluções que melhorem a gestão de negócios. É recomendado para os que desejam iniciar seu próprio negócio ou fazer investimentos.
DE TRANSIÇÃO OU CARREIRA: trabalha aspectos relacionados com a carreira, como mudança de profissão, de empresa, de cargo ou de área. É procurado por profissionais que estejam buscando novos desafios dentro ou fora da sua organização.
NÃO CONFUNDA
Existem outras atividades que, embora diferentes, por vezes são confundidas no mercado com o coaching.
Saiba diferenciá-las:
HEADHUNTER – é o caçador de talentos, profissional contratado pelas companhias para descobrir executivos no mercado para posições em aberto.
CONSULTORIA DE RECOLOCAÇÃO – tem a função de recolocar o profissional no mercado.
MENTORING – é realizado dentro da empresa por profissionais mais maduros, que orientam colaboradores mais jovens ou recém-admitidos na corporação.
Em geral, o mentoring é uma espécie de guru – um mentor ou mestre que tem uma visão interna bem ampla da empresa.
Há casos de pessoas que não se imaginam gerenciando uma nova área na empresa; a elas, o coach pode perguntar: “você já viveu alguma situação semelhante?”. Assim, a partir de questionamentos como esse, associados a exercícios práticos no dia a dia do trabalho, o profissional reflete sobre sua carreira e consegue enxergar encontrar uma direção profissional.
RELAÇÃO CONFIÁVEL
Nessa relação, a confidencialidade é requisito indispensável. Muitas vezes, o consultor terá que fazer o desagradável papel de inquisidor. “É necessário conversar com o coachee para entender a meta que ele almeja e aí fazê-lo perceber novas possibilidades até então desconsideradas”.
“Em uma sessão de coaching, você não discute o déficit de uma pessoa, mas conversa sobre os momentos de sucesso dela para aplicar os pontos fortes na fase atual”, confirma Renato Ricci, coach executivo e de transição de carreira.”

Por: João Cortez – Revista Vida Executiva

João Cortez

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